sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Retrospectiva de um amor profundo

Pareceu-me que pretendias agradar-me, embora não me conhecesses
convenci-me que me havias distinguido entre todas aquelas que estavam comigo
o encantamento que sentias quando estavas a sós comigo...

Nunca curti viver a base do quase
Adolescência passa dependência fica o embaraço
Caso eu vencesse o preço era alto demais
Perder tempo com outra coisa quando so tu é que me atrais

Lembras-te quando começamos? Soltaste a voz do meu ouvido
Agora somos só nós, H2O foi o cupido
Nunca esqueço o começo, sei que tavas na TV
Mas sinceramente não sei dizer o que eu vi em ti
A partir daí o meu tempo foi todo teu
Tua origem cresceu, minha origem nasceu
Comecei com poemas, tinha mil temas pa conversas
Quando essas foram feitas já em situações diversas
(...)
É quando apareces e eu liberto o meu talento
É quando a flor cresce, alguma ja tem avanço
24 horas a criar sem descanço
24 anos com espirito aberto
Penso, danço, venço, perco

És complicado, como amor louco
Pouco a pouco dou tudo mas não dás troco
És como a morte, quando junta pessoas e aprefeiçoas o valor
Nunca enjoas, se assim for eu sei que morro de amor.
Morro de amor por ti, mas antigamente eu não sabia
Que mesmo sem anatomia és a minha melomania
(...)
Eu e tu, vale tudo

O local é num quarto, moral é espalhar-te
Vocal o combate para mais tarde divulgar-te
Pelas ruas, à espera que contribuas
Para ver dias melhores, em Lisboa e arredores
Rimas são tuas e eu detesto quando amuas
Tira a roupa, assim nu, ensinuas pormenores
(...)
Não vai.

E isso moraliza, motiva, cultiva o ego, não nego
Prefiro ser a mulher que se segue
Do que a mulher que se suga, eles comem e dão a fuga
Sou o jovem que só vem para ficar com interrogações
(...)


Não era que eu de todos fossse o teu melhor amigo
Mas era o que tava disposto a passar mais tempo
contigo
Eu e tu, a solo, assim como isolo
Do coração pa coluna, como aluna da polo
Em prol da musica, luz e caneta, uso e gas
Ta ali gas, nao é preciso praquilo que me das

(...)


É entao isto que me dás em troca de tanto amor?
O amor que é mais forte, uniu-nos para toda a vida
E tu? Se tens algum interesse por mim, escreve-me
muitas vezes
Bem mereço o cuidado de me falares do teu coração.

Agora sabes o que penso, com estas rimas eu venço
Agora sabes o que penso, com estas rimas eu venço

Oh, quanto fica ainda por dizer...

terça-feira, 6 de outubro de 2009

vida..


A nossa vida é como um caminho desconhecido e desde o principio aparecem sempre pessoas que nos acompanham nesta caminhada. Os primeiros a aparecer sao os nossos pais, que nos protegem, nos alimentam, nos ensinam, educam..até conseguirmos fazer as coisas por nós mesmo durante os nossos primeiros anos de caminhada, obvio que nesses anos vao ficar englobados os nossos irmaos, primos, tios, avos, professores primarios e as primeiras amizades.. começamos a perceber que rapidamente conseguimos fazer muitas amizades, tanto na praia, como na piscina da tia, conhendo a vizinha ou a amiga da prima. Sao amizades tao sinceras e neste caminho nao ha maldades nem segundas intencoes, apenas vivisse com o mundo bonito da disney que tambem nos apresenta um prototipo de maldade mas que para nos nao passa do scar do rei leao..ou a cruela dos 101 dalmatas.. normalmente o empenho é de 100% nos colegios a familia orgulhosa e cheia de certezas num futuro prospero para o resto do nosso caminho! As tantas, damos por nos já mais crescidos, aprendemos que a maldade nao existe so nos filmes da disney mas tambem no colega do lado que foi dizer mentiras á escola toda..e aí percebemos que amigos vao e veem. Chegada a uma altura do nosso caminho que começa a ficar mais animado, parece que todo o caminho percorrido para tras nao era tao interessante.. aparecem telemoveis, internet, interesse no "vasquinho" que é o miudo mais giro da nossa rua.. parece que aí aparece um cruzamento, aí é altura de parar e escolher.. ou vou pela direita que é o caminho do mundo bonito, da rapariga aplicadinha ou pelo outro caminho com tudo muito mais interessante onde o vasquinho, as amigas e as parvoices da adolescencia fazem parte.. nao é preciso dizer qual o caminho escolhido 95% das vezes pois nao? ate porque pensamos que nao estamos a fazer nada de mais, nao trará consquencias.. mas enganamo-nos.. as notas baixam, as discussoes com os pais começam, o primeiro desgosto de amor acontece.. o caminho que antes parecia demorar eternidades, parece que é passado a correr, os anos passam o corpo modifica é formado um grupo especial de amigos e começam as saidas a noite, a primeira bebida alcoolica ou a primeira droga, as confissoes com as melhores amigas, o primeiro melhor amigo, o interesse para lá de um beijo na boca ao rapaz que gostamos. Sofremos por amor, sofremos por traiçoes, sofremos com problemas familiares, com a morte de alguem querido.. mas o caminho continua vamos ficando mais fortes e resistentes para todas as contrapartidas que este caminho nos vai revelando; começamos a dar valor aos nossos avós, aos nossos pais, aos nossos irmaos, começamos a dar valor a quando a vida era tao mais facil e bonita e que o nosso unico problema era que o tom&jerry afinal nao tinha dado naquele dia e os trabalhos de ciencias da natureza nao estavam acabados.. olhamos a nossa frente e o nosso caminho escolar desceu a pique, ficamos desorientados porque sabemos que para a frente o caminho assim vai ser bem mais dificil.. ha que levantar a cabeça, agradecer todos os bons momentos passados até ao lugar onde estamos e apercebemo-nos que afinal se voltassemos atras nao mudariamos nada. Há que seguir o caminho, ainda existe bastante para aprender..e conhecer, porque a minha e a tua meta ainda estao muito longe!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

capicua

Eu calo as palavras, poupo o vocabulário, é que

Pró meu silêncio ainda não há um dicionário

E eu não falo sem pensar e não quero pensar demais

Não espero interpretações ou traduções emocionais.

Como todas as mulheres quero sentir que sou diferente

Sou todo o cliché da vida toda pela frente,

Sou carente q.b. como um domingo persistente em que

Não sei porquê a gente tem olhar ausente.

Amiga como tu tenho medo da rejeição

Chorei deitada no chão, achei que era em vão e não

Havia solução a ferida ficaria aberta,

É certo que te marca mas não mata só desperta.

Também sou insegura ponho a lupa nos defeitos,

Tenho a fúria do espelho, muitas dúvidas no peito…

Ás vezes não me valorizo, não grito quando é preciso,

Não tenho juízo e vivo em função doutro indivíduo

Como tu não sou perfeita mas esse é o nosso carisma

E quem cisma e não respeita não consegue ver um cisne.

A beleza não se finge é aquilo que tu emanas, mana

Como uma esfinge fica sólida a uma deusa humana.

Somos assim cheias de contradições como as tradições sem fim que nos atiram p’ra depois.

Vestem-nos de cor de rosa p’ra enfeitar um mundo que é cinzento,

Querem-te vistosa mas cagam em como estás por dentro

E não tens tempo p’ra te amares a ti

Tens de ser loira, boa, magra, sensual e com Q.I.

Claro que assim manter uma auto-estima dá muito trabalho.

Não sou a super-mulher e mando o mundo p’o caralho!

Carta fora do baralho mas serei dama de copas,

Serei rainha como tu um dia, topas?

E quando fraquejares vais repetir num sussurro

Aquilo que eu canto p’ra sorrir um dia escuro.

Eu cheiro a alfazema, eu sou poema

Eu sou aquela que tu querias ao teu lado no cinema.

sábado, 19 de setembro de 2009

Píncipe Encantado


O Príncipe Encantado não é o namorado mais romântico do mundo que nos cobre de beijos; é o homem que nos puxa o lençol para os ombros a meio da noite para não nos constiparmos ou se levanta às três da manhã para nos fazer um chá de limão quando estamos com dores de garganta. Não é o que nos compra discos românticos e nos trauteia canções de amor no voice mail, é o que nos ouve falar de tudo, mesmo das coisas menos agradáveis. Não é o que diz Amo-te, mas o que sente que talvez nos possa amar para sempre. Não é o que passa metade das férias connosco e a outra metade com os amigos; é que passa de vez em quando férias com os amigos. O Príncipe que sabe o que quer, não é o melhor namorado do mundo; é o marido mais porreiro do mundo, porque não é o que olha todos os dias para nós, mas o que olha por nós todos os dias. Que tem paciência para os meus, os teus, os nossos filhos e que ainda arranja um lugar na mesa para os filhos dos outros. Que partilha a vida e vê em cada dia uma forma de se dar aos que lhe são próximos. Que ajuda os mais velhos a fazer os trabalhos de casa e põe os mais novos a dormir com uma história de encantar. Que quando está cansado fica em silêncio, mas nunca deixa de nos envolver com um sorriso. Não precisa de um carro bestial, basta-lhe uma música bestial para ouvir no carro. Pode ou não ter moto, mas tem quase sempre um cão. Gosta de ler e sai pouco à noite porque prefere ficar em casa a namorar e a ver o Zapping. Cozinha o básico, mas faz os melhores ovos mexidos do mundo e vai à padaria num feriado. O Príncipe é um Príncipe porque governa um reino, porque sabe dar e partilhar, porque ajuda, apoia e nos faz sentir que somos mesmo muito importantes.
Claro que com tantos sapos no mercado, bem vestidos, cheios de conversa e tiradas poéticas, como é que não nos enganamos? É fácil. Primeiro, é preciso aceitar que às vezes nos enganamos mesmo. E depois, é preciso acreditar que um dia podemos ter sorte. E como o melhor de estar vivo é saber que tudo muda, um dia muda tudo e ele aparece. Depois, é só deixa-lo ficar um dia atrás do outro... e se for mesmo ele, fica.

a vontade subita de voltar atrás...



Tu olhas para uma pessoa, uma pessoa que sabes que não é uma pessoa qualquer, porque o teu olhar fixa-se nela e quando ela olha para ti e sente o mesmo que tu, sentes que alguma coisa vai acontecer. Não sabes nada ainda, mas intuis, intuis com os teus sentidos, com o teu corpo e às vezes com o teu coração que aquela pessoa pode ter qualquer coisa para te dar, que não sabes o que é, mas sabes que um dia vais descobrir e que esse dia pode ser nesse momento, e é então que tiras os dados do bolso e os lanças para cima da mesa.
Quando nos interessamos por alguém, nunca sabemos no que vai dar. Lançamos os dados como quem os deixa cair quase por acaso e muitas vezes nem queremos saber quanto deram: um e um, dois e quatro, três e três, cinco e dois, é sempre um mistério, porque a sorte também manda na vida, manda mais do que queríamos e menos do que gostávamos, por isso desconfiamos dela sempre que nos é favorável, mas aceitamos as suas traições como a ordem natural das coisas, por mais absurdas que sejam.
Os dados caíram quando levantaste o copo e eu vi no chão seis e seis, vi-te a apanhar os dados e a rir, ouvi a tua voz e quando começámos a conversar, percebi que os dados estavam certos.
Gostamos de tudo um no outro; eu gosto da tua casa, da tua música, da tua forma desligada de olhar para o mundo, tardes inteiras a repetir em stereo os melhores sketches do Gato Fedorento, os passeios à beira mar de camisola de lã com capuz, as polaroids com legendas e a forma como te divertes com tudo o que te rodeia. E tu gostas da minha alegria de viver, do meu sarcasmo cirúrgico, de dizer sempre tudo o que penso, sinto e quero, mesmo quando não estás preparado para me ouvir.
Eu gosto de te conhecer e de te perceber, porque és diferente dos outros homens e tu gostas que eu te entenda melhor do que as todas as mulheres. E gostamos de estar um com o outro; à mesa, em casa, com amigos, sem amigos, com sono, sem sono, mas sempre perto quando estamos perto, mesmo que fiquemos longe quando nos afastamos.
Acredito que todos temos direito a ter sorte e que, quando alguém aparece na nossa vida de repente, ou é porque nos vai fazer bem ou é porque nos pode fazer mal. E eu vi-te com bons olhos desde o primeiro momento, achei que me ias ajudar a limpar a tristeza, que a tua presença quase imperceptível na minha vida seria como um bálsamo, uma música perfeita e harmoniosa, um dia ao sol, ou uma noite em branco, daquelas que nos fazem pensar que a vida está cheia de surpresas boas e que vale mesmo a pena estar vivo, só para as saborear.
Tu foste e és tudo isto, e ainda mais agora, que somos amigos; entre nós não há pesos nem amarras e o silêncio não quer dizer ausência, apesar da ausência reinar nos nossos dias.
Quando lançamos os dados, nunca sabemos no que vai dar; tu podias ser um assassino encapotado e eu uma neurótica disfarçada, mas tivemos sorte, porque somos duas pessoas normais, com coração, e dois ou três princípios que nos fazem estar bem com a vida e com os outros.
Só tenho pena de não ser dona do tempo, porque houve momentos que, se pudesse, teria vivido mais vezes ou mais devagar, como quem saboreia um chá de menta, ao fim da tarde, no largo da Igreja a ouvir os sinos. E como escrever é a melhor forma de falar sem ser interrompido, digo-te agora e sem rodeios, fica comigo mais uma vez, vem rir do mundo e adormecer nos meus braços, abrir o teu coração e sonhar acordado, vem ter comigo hoje, porque eu quero lançar outra vez os dados e aposto que vai dar seis e seis outra vez, porque os dados nunca se enganam e a amizade é o amor sem preço e sem prazo de validade.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

My best friend

you said that I could call you whenever I needed some one to listen to me
that's why i'm here stading by your side 'cause your always come thru for me..
so many others tried to be were you are but they just wanted to do me
but you took your time and now i'm satisfied that's why i want you all to me
cause if you were my best friend id want you round all the time
can i be your best friend i promise boy you'll be mine
i said he's just a friend baby its not pretend either he is or he aint my man
i said he's just a friend..

we been better then friends
for a long time
aint no need to pretend
you'll always be mine..

"Podias ter-me dito que ias sair da minha vida.
A paixão é mesmo isto, nunca sabemos quando acaba ou se transforma em amor, e eu sabia que a tua paixão não iria resistir à erosão do tempo, ao frio dos dias, ao vazio da cama, ao silêncio da distância. Há um tempo para acreditar, um tempo para viver e um tempo para desistir, e nós tivemos muita sorte porque vivemos todos esses tempos no modo certo.
Podias ter-me dito que querias conjugar o verbo desistir. Demorei muito tempo a aceitar que, às vezes, desistir é o mesmo que vencer, sem travar batalhas. Antigamente pensava que não, que quem desiste perde sempre, que a subtracção é a arma mais cobarde dos amantes, e o silêncio a forma mais injusta de deixar fenecer os sonhos.
Mas a vida ensinou-me o contrário. Hoje sei que desistir é apenas um caminho possível, às vezes o único que os homens conhecem.
Contigo aprendi que o amor é uma força misteriosa e divina.
Sei que também aprendeste muito comigo, mais do que imaginas e do que agora consegues alcançar.
Só o tempo te vai dar tudo o que de mim guardaste, esse tempo que é uma caixa que se abre ao contrário: de um lado estás tu, e do outro estou eu, a ver-te sem te poder tocar, a abraçar-te todas as noites antes e adormeceres e a cada manhã ao acordares. Não sei quando te voltarei a ver ou a ter notícias tuas, mas sabes uma coisa? Já não me importo, porque guardei-te no meu coração antes de partires.
Numa noite perfeita entre tantas outras, liguei o meu coração ao teu com um fio invisível e troquei uma parte da tua alma com a minha, enquanto dormias.. "